quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Shalom!
Você come bem? Já pensou em mudar os seus hábitos alimentares?
No Papo de hoje a nutricionista clínica funcional Flavia Garber!



PIT - Olá Flavia! Bem vinda ao Papo em Comunidade!
FG - Em primeiro lugar, obrigada pelo convite, é um prazer participar do comunipapo!!


PIT - O que te levou à nutrição?
FG - Bem, eu sempre tive interesse e curiosidade em saber o que acontecia quando os alimentos entravam no nosso corpo e como tudo acontecia. Só que quando me formei me distanciei da minha carreira, e há 3 anos é que encontrei a verdadeira Nutrição. Foi quando resolvi voltar a exercer a minha profissão e fiz uma pos graduação em Nutrição Clínica Funcional onde eu me encantei com esta nova visão que tem como princípios a busca do equilíbrio do organismo como um todo, permitindo obter não só ausência de doença, mas principalmente, vitalidade positiva, que vai nos garantir melhor qualidade de vida.Dentro deste raciocínio, priorizamos a qualidade da alimentação, pois se somos constituídos de células e estas são formadas de nutrientes, temos que nutrir nossas células.

PIT - É possível adequar os hábitos alimentares do brasileiro de forma mais saudável? O arroz e feijão podem ser aliados numa alimentação saudável?
FG - Claro que sim. O hábito do brasileiro do arroz e feijão é muito saudável, principalmente se usarmos o arroz integral, muito mais rico em fibras, vitaminas e minerais, pois esta é uma combinação que reúne todos os aminoácidos essenciais (aqueles que precisamos ingerir pela alimentação), tornando-se uma fonte de proteínas completa. Precisamos resgatar este costume e assim tornaremos nossa alimentação mais rica e saudável, principalmente se acrescentarmos vegetais variados (verduras e legumes) em abundância, o que nos garante substâncias que nos protegem contra doenças e previnem o envelhecimento.

PIT - Como aliar o prazer de comer massas, carnes, pães com alimentos saudáveis?
FG - É importante que pensemos na qualidade nutricional que o alimento está nos trazendo, ou seja, tem alimentos que são pobres em nutrientes. Ao invés de consumir um pão francês ou massa feita com farinha branca (refinada), estaremos fazendo uma melhor escolha ao optarmos pelos cereais integrais, que não diferem em nada em termos de calorias, porém são muito superiores em termos de qualidade por oferecer nutrientes importantes como as fibras que dão saciedade, ajudam a regular os níveis de glicose e colesterol no sangue, sem falar na ajuda no funcionamento do intestino, além de possuírem vitaminas importantes para o metabolismo.
Com relação às carnes é interessante optar pelas opções mais magras, pois a gordura presente neste alimento é prejudicial em vários aspectos, principalmente relacionado a problemas cardiovasculares.


PIT - Você acredita que realmente somos o que comemos?
FG - Acredito que esta frase está incompleta, pois de nada adianta comermos o que há de melhor em termos qualitativos, se não formos capazes de aproveitar esses nutrientes. Por isso é tão importante cuidar da saúde intestinal, pois o intestino é o órgão responsável por absorver tudo que ingerimos. Mas para isso é necessário que haja o equilíbrio da flora bacteriana presente no intestino, garantindo o funcionamento adequado deste, que é um órgão de tamanha importância e que tem inúmeras funções. Hoje o intestino é chamado de segundo cérebro, pois possui milhões de células neuronais que se comunicam com o sistema nervoso central, sinalizando informações, produzindo hormônios, neurotransmissores, além de conter grande concentração de células do sistema imunológico. Portanto, precisamos cuidar da saúde intestinal, para nos mantermos saudáveis e aproveitarmos tudo que comemos de bom.


PIT - Que tipo de alimentos ou substancias devemos evitar?
FG - Devemos evitar tudo àquilo que é estanho, que o organismo não reconhece como próprio e precisa metabolizar através do fígado, que muitas vezes acaba ficando sobrecarregado para dar conta de eliminar tantas substâncias como corantes, conservantes, adoçantes, aromatizantes, presentes em produtos industrializados, processados, como alimentos pré preparados, congelados, refrigerantes, sopas, temperos e sucos em pó, gelatinas, além dos agrotóxicos, substâncias como hormônios, medicamentos, que muitas vezes são utilizados sem controle, expondo o organismo a uma carga tóxica que precisa ter nutrientes suficientes para que haja eliminação adequada dessas sustâncias através do sistema de destoxificação.

PIT - Existem dietas para diversos tipos de situações? Há possibilidade de evitarmos alguma doença tomando por base alguma dieta especifica?
FG - Podemos montar planos alimentares que podem ajudar a melhorar vários desequilíbrios orgânicos que muitas vezes se apresentam através de doenças. Osteoporose, diabetes, hipertensão, obesidade, prisão de ventre, insônia, dores de cabeça etc. são exemplos de condições que podemos reverter controlar ou evitar através da Nutrição Funcional, sempre lembrando a individualidade, pois cada organismo é único.Tomando por base uma alimentação rica em vegetais que são fonte de fitoquímicos (substâncias presentes nas plantas que conferem proteção contra doenças) e pobres em gorduras animais, frituras, açúcar e farinha refinada, junto a um estilo de vida saudável, com exercícios, sem fumo, álcool, com toda certeza, poderemos evitar várias doenças.

PIT - Que dica você daria para termos uma alimentação melhor e uma vida mais saudável?
FG - Para nos alimentarmos melhor precisamos comer com a maior freqüência possível, alimentos que trazem benefícios para a saúde e não pensar somente em calorias, pois aquele que é zero em calorias pode ser zero em nutriente e rico em produtos químicos, não sendo, portanto, a melhor opção. O ideal é caprichar nas frutas, legumes, verduras frescas, cereais integrais, gorduras de boa qualidade presente em alimentos como azeite, castanhas, nozes, que tem papel fundamental no funcionamento do nosso corpo.

PIT - Flavia, muito obrigada por sua entrevista e deixe aqui o seu recado!
FG - Não pense no alimento como sendo simplesmente aquilo que engorda ou emagrece, se é vilão ou mocinho. O alimento é muito mais do que isso. É o que vai nos trazer a matéria prima que precisamos para o nosso corpo funcionar, por isso, na hora de escolher o que vai colocar dentro do seu corpo, escolha aquele que traz realmente algo de bom.



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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Shalom!
Ele cuidou da segurança do Rio de Janeiro, foi eleito deputado federal, participa de programa de TV, tem um blog...
No Papo de hoje, o sempre atuante, Deputado Marcelo Zaturansky Itagiba!


PIT - Olá Deputado Itagiba, bem vindo ao Papo em Comunidade!
MI – Olá Patricia!

PIT - Formado em Direito e delegado da Policia Federal, quando você decidiu pela carreira política?
MI - Na verdade, a ideia de ingressar na política foi tomando corpo aos poucos na minha vida. Aliás, a política sempre esteve presente na minha casa, por conta de meu pai Ivair Nogueira Itagiba, que foi prefeito de Macaé, desembargador e presidente do Tribunal de Justiça do antigo Estado do Rio de Janeiro. Me formei em Direito, advoguei por alguns anos, mas não resisti aos apelos da minha vocação e ingressei na polícia, há 25 anos, no cargo de delegado do Departamento de Polícia Federal. Ao longo da minha carreira, participei diretamente de investigações e operações de combate às organizações criminosas, principalmente contra o tráfico de drogas. Isso me deu a experiência de saber quais são os percalços legais que impedem ou dificultam o trabalho da polícia. Com isso, em relação especificamente à área de segurança pública, tenho apresentado propostas legislativas destinadas a modificar o Código Penal e o Código de Processo Penal, para que as nossas leis sejam mais duras.


PIT - Como foi estar à frente da segurança pública do Rio de Janeiro? Qual o maior desafio de um secretário de segurança em uma cidade como o Rio?
MI - Cumpri mais uma vez com o meu dever, quando estive à frente da Secretaria de Segurança Pública. Muito mais poderia ter sido feito se tivesse havido, o que, aliás, nunca houve e continua sem haver, que é a integração de todas as instituições que têm co-responsabilidade para a segurança pública nacional. Mas, a despeito das condições ideais, combatemos de frente os criminosos e quebramos todos os recordes de prisões e apreensões de armas. Foram 64 mil prisões e 45 mil apreensões de armas nos três anos que estive na Secretaria de Segurança, antes de me afastar do cargo para concorrer ao mandato de deputado federal. Além disso, retiramos de circulação todos os 80 chefões do tráfico de drogas que havia no estado. E fizemos também os maiores investimentos já realizados em termos de modernização das estruturas policiais, como, por exemplo, as 100 delegacias legais implantadas. Contudo, segurança pública não se faz somente com polícia. Mas também com crescimento econômico, geração de empregos, políticas dignas de habitação e saúde e, sobretudo, educação de alta qualidade, que deve incluir as escolas em tempo integral, nos moldes definidos pelo professor Darcy Ribeiro.


PIT - Atualmente você está participando do programa de Olho no Rio na CNT. Como surgiu esta ideia?
MI - A ideia surgiu da necessidade de discutir os problemas do Rio de Janeiro e ajudá-lo a retomar o caminho da auto-estima e do desenvolvimento econômico. De Olho no Rio é um programa que incentiva e dá divulgação às ações voltadas para a promoção da cidade e do estado. Mas o programa também mantém o olhar vigilante nas contas do nosso estado, para que o erário público, que é um patrimônio da população do Rio, não seja exposto a qualquer tipo de risco.


PIT - Como está o andamento do projeto de lei sobre a negação do holocausto?
MI - O meu projeto de lei nº 987 prevê enquadrar no crime de racismo a negação do Holocausto e de outros crimes contra a Humanidade, com a finalidade de incentivar práticas discriminatórias e atos de segregação. Isto porque as atrocidades na história da Humanidade não se restringiram aos judeus. Elas atingiram ciganos, homossexuais, negros, índios, armênios e pessoas de outras religiões e etnias. O projeto está pronto para ser posto em votação no plenário. Apresentei, inclusive, recentemente, ao presidente da Câmara Federal, Michel Temer, um requerimento assinado pelos líderes de todos os partidos, pedindo que ele seja votado em regime de urgência.


PIT - Você acabou de receber o Troféu Theodor Herzl – Homens de Ação- Homens de Valor. Como se sente sendo homenageado pela comunidade judaica?
MI - Me senti muitíssimo honrado por ter sido agraciado e reconhecido entre as dez personalidades da comunidade judaica no país que se destacaram por suas ações no exercício das suas profissões, funções e missões no Brasil. Foi uma festa muito bonita, na qual estavam presentes muitos amigos e que teve um caráter ainda mais especial, para mim, pela presença da minha mulher e companheira Gabriela e por ter recebido o prêmio pelas mãos de minha mãe Dora.


PIT - Como parlamentar, qual sua visão a respeito da descrença da população em relação aos políticos?
MI - A descrença popular nos políticos é justificada. A enxurrada de denúncias, devidamente tornadas públicas pela imprensa nos últimos meses, sobretudo em relação ao Senado, reforça esse sentimento de descrença. Contudo, discordo das recentes manifestações em defesa da extinção do Senado. A democracia, a liberdade e o estado de direito devem a sua existência ao livre funcionamento das instituições democráticas. Agora, claro que é preciso tornar mais transparentes os atos do Senado. Como também é preciso acabar com a ilegitimidade da suplência sem votos que hoje corresponde a mais de 20% dos mandatos. Defendo também que se deve limitar a prerrogativa legislativa do Senado às questões pertinentes à Federação e estabelecer a regra da renúncia para os parlamentares que optarem por assumir cargos no Poder Executivo, pois, afinal, foram eleitos para representar o povo no Congresso. São medidas necessárias e inadiáveis. A transparência dos atos e a efetiva punição dos que descumprirem as leis formam o caminho que pode resgatar a credibilidade da classe política brasileira.


PIT - Deputado, obrigada por sua entrevista e deixe aqui o seu recado!
MI - Deixo aqui a minha convicção: acredito que cada um pode e deve fazer a sua parte. Quando os bons se omitem, eles abrem espaço para que os maus avancem. Vamos participar do processo político e modificar aquilo com que não concordamos, para tornarmos o Brasil um país melhor para todos. Shalom para todos!



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sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Shalom!

O Papo de hoje é multicolorido, com formas e texturas variadas.
Com vocês a artista plástica Eva Britz!


PIT - Olá Eva, bem vinda ao Papo em Comunidade!
EB - Olá Patricia! Obrigada pelo convite!

PIT - Como começou seu interesse pelas artes plásticas?
EB - O interesse surgiu desde cedo, lápis e papel foram grandes companheiros de infância. Havia facilidade no desenho, embora, naquela época, contássemos com poucos recursos, havia poucas cores de lápis e nem sonhávamos com o pilot... Em 1976, iniciei a pintura sobre tela e não mais parei.

PIT - Algum artista plástico te inspira ou inspirou? Quem?
EB - O artista que mais me inspirou foi Mondrian, numa linguagem geométrica simples e rica, razão e intuição caminhando juntos.

PIT - Que tipo de material você utiliza para pintar?
EB - Uso materiais diversificados para criar texturas, elas dão mais movimento às telas e permitem maior criatividade. Chamamos de técnica mista quando fazemos uso de outros materiais além das tintas. São surpreendentes os resultados obtidos com massa corrida, papel, pó de mármore, serragem, jornal, areia, colagens etc.

PIT - Como se dá o seu processo de criação? Como você nomeia os seus quadros?
EB - A tela vazia é sempre um grande desafio, principalmente quando é um quadro abstrato. É onde entra a criatividade, liberando a criança interna para ser irreverente, livre, ousada... A partir de manchas, a tela vai me conduzindo, como uma nova estrada a trilhar, por vezes facilmente, por vezes, não. Nomear os quadros é uma tarefa delicada, dedico uma atenção especial, pois é a grande síntese e conclusão do meu trabalho. Geralmente, opto por títulos positivos, pois pintar é, para mim, um ato de amor.

PIT - Qual o seu quadro preferido? Por quê?
EB - Tenho de cada fase, uma tela guardada. Acredito que os quadros só pertencem ao artista durante a execução do mesmo. Depois de pronto, vai para a parede certa do comprador certo, que teve empatia com o pintor. Considero os quadros como filhos que saem para viver a sua própria vida.

PIT - Você tem um ateliê, conte um pouquinho sobre este espaço...
EB - Tenho um oásis, que é o meu atelier. Fica em São Conrado, com uma linda vista para o mar e montanhas. Ali eu pinto, estudo, dou aulas, é um verdadeiro santuário.

PIT - Qual o seu maior sonho?
EB - Tenho um sonho, sim, aliás, tenho muitos sonhos. Trabalho com a beleza e com a expressão, este dom me foi dado. O maior dos meus sonhos é levar adiante esta sensação maravilhosa de paz e alegria aos mais diferentes lares, povoá-los com esta vibração.

PIT - Eva, obrigada por sua entrevista e deixe aqui o seu recado!
EB - Agradeço pela oportunidade da entrevista. Faço um convite duplo: que visitem o meu atelier, que fica na Rua Frei Tomás, 60. O telefone para contato é 9738-5790. No dia 30 de setembro, às 20h, inauguro mais uma individual na galeria da Villa Riso, em São Conrado. O meu site é: www.evabritz.com.br
Beijos e conto com a presença de todos na exposição Entretom!



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sábado, 12 de setembro de 2009

Shalom!
O Papo de hoje é com um especialista em ervas.
Com vocês o fitoterapeuta Marcos Stern!

PIT - Olá Dr. Marcos, bem vindo ao Papo em Comunidade!
MS – Olá Patricia!

PIT - Como começou seu interesse pela fitoterapia?
MS – Meus filhos médicos foram convidados para fazer um curso de fitoterapeuta e saúde na superintendência regional do INANPS. Sabedores de quanto eu gosto do assunto, me convidaram a fazer junto, pois, sempre foi um grande sonho meu, levar para os mais necessitados remédios a baixo custo com benefícios satisfatórios. Sempre acreditei na cura através das plantas e assim , desde 1987, venho estudando e aperfeiçoando, cada vez mais meus conhecimentos sobre fitoterapia.


PIT - Qual a diferença da fitoterapia e a homeopatia?
MS - A fitoterapia é a ciência que estuda a utilização dos produtos de origem vegetal com finalidade terapêutica, ou seja, para prevenir, para atenuar ou curar um estado patológico. Na China, surgiu por volta de 5.000 anos. Tratamento = terapia / Vegetal = phyton. O que é usado como matéria prima fitoterápica com efeito farmacológico são as folhas, caule, flores, raízes ou frutos.
Homeopatia : do grego - Homoios, semelhante e Pathos, doença
É um método terapêutico, cujo principio está baseado na SIMILIA SIMILIBUS CURANTUR ou os SEMELHANTES CURAM-SE PELOS SEMELHANTES. Na Homeopatia, os medicamentos são preparados a partir de substâncias provenientes dos reinos mineral, vegetal ou animal. As preparações básicas dessas substâncias recebem o nome de tintura mãe e a partir delas são iniciados os processo das diluições sucessivas, seguidas de agitação que chamamos de dinamizações, chegando às doses mínimas.


 
PIT - Existe receita para qualquer tipo de doença?
MS - Várias doenças podem ser tratadas através da Fitoterapia, este método é tão antigo quanto a própria civilização. Registros históricos relatam que Cleópatra já utilizava a babosa e o rei Salomão usava linimentos para tratar machucados. O tratamento fitoterápico, desenvolvido sob a supervisão de profissional médico, é atualmente prática reconhecida pelo Ministério da saúde em todo o país. Para a maioria das doenças existe na fitoterapia a possibilidade de reduzir o tempo da doença e atenuar o sofrimento das pessoas enfermas, enquanto há vida sempre há possibilidade de obter melhoras. Lembrando sempre dos hábitos saudáveis, fazer atividade física, beber 2 a 3 litros de água por dia e uma alimentação saudável a base de legumes, frutas e verduras.

PIT - Em tempos de gripe suína, existe algum fitoterápico indicado para a prevenção e/ou cura?
MS - Encontramos na fitoterapia, diversas ervas que podem ser utilizadas para a prevenção da gripe suína;
Echinacea - imunoestimulante - antibacteriana - antimicrobiana - antibiótico - depurativa - anti-séptica
Gengibre - fortalece o sistema imunológico - antiinflamatório - ajuda a prevenir doenças respiratórias
Chá verde - aumenta e fortalece o sistema imunológico
Hortelã pimenta - antiséptico - descongestionante e também fortalece o sistema imunológico
Abacaxi - Antiviral - antiinflamatório - expectorante

PIT - A que você atribui o pouco uso da fitoterapia entre as pessoas?
MS - Falta de conhecimento sobre o assunto e a procura de um tratamento com soluções imediatas, mas no dia a dia, os resultados são muito satisfatórios e positivos.

PIT - Qual a receita que não pode faltar no dia a dia?
MS - Seria um depurativo do organismo. Um produto para aumentar o sistema imunológico, uma erva para acalmar o sistema nervoso e emocional, pois a vida agitada e estressante nas grandes cidades está levando cada vez mais as pessoas a terem esses problemas.

PIT - Na atualidade qual a maior descoberta da fitoterapia?
MS - Diversas ervas medicinais estão sendo utilizadas no mundo todo, pesquisadores apresentaram resultados com grande esperança para prevenir diversas doenças utilizando Laxol, Graviola - (médicos dos Estados Unidos, Alemanha - Coreia ) Aveloz.

PIT - O que você se orgulha de ter realizado?
MS - Ter amenizado o sofrimento das pessoas com problemas de saúde e ter ajudado a divulgar essa fantástica possibilidade natural, econômica e que não provoca grandes efeitos colaterais. Me orgulho também, das entrevistas em rádios, Tvs e da coluna diária em jornal de grande circulação em todo Brasil, chamando atenção das vantagens e benefícios das ervas bem usadas, sob orientação médica.

PIT - Qual a formula você gostaria de descobrir?
MS - ERVA para amenizar e curar o Câncer.

PIT - Dr. Marcos, muito obrigada por sua entrevista e deixe aqui o seu recado!
MS - Obrigado meu DEUS, por orientar meus passos e proteger minhas orientações para ajudar o próximo.


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quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Shalom!
O Papo de hoje é com um ator premiado, que já atuou em mais de 50 peças e está em cartaz em o Língua Solta sobre o cristão novo Bento Teixeira!
Abram-se as cortinas: Isaac Bernat!

PIT - Olá Isaac bem vindo ao Papo em Comunidade!
IB -
Oi Patricia é um prazer estar no Papo em Comunidade.

PIT - Como começou seu interesse pelas artes cênicas?
IB -
Eu fazia Faculdade de Jornalismo e vi uma peça da Maria Adelaide Amaral, em 1980, A Resistência. Fiquei encantado e descobri que queria ser ator, fiz um grupo e comecei a trabalhar. Nossa primeira peça foi "A Muralha da China", do Max Frisch, no teatro Galeria em 1981.

PIT - Você já participou de várias peças, filmes e televisão. Qual deles te dá mais prazer em atuar?
IB -
Todos são atraentes e interessantes. O importante é estar sempre inteiro como ator e como homem. O resto é decorrência. É claro que no teatro me sinto mais em casa.

PIT - Atualmente você está em cartaz com o Língua Solta, de Miriam Halfim, sobre o cristão novo e primeiro poeta brasileiro, Bento Teixeira. Como você chegou a este texto?
IB -
A querida Miriam Halfim me convidou pra uma leitura na casa da Gávea e outra na Biblioteca do Bialik, adorei o texto de cara. Trabalhar com a Miriam é uma benção.

PIT - Alguma coisa te surpreendeu no Bento Teixeira?
IB -
Bom o personagem existiu, e isso dá um certo arrepio. Que vida curta e cheia de acontecimentos teve este homem. Mas o mais impressionante nele é a obstinação de ser um poeta, apesar de todas as intempéries.

PIT - Como é fazer um monólogo?
IB -
Este é o meu segundo monólogo, em 1999 fiz "A Besta do Marido", a
partir de duas peças curtas de Tchekov. Na época fazia meu mestrado exatamente a partir do exercício do ator em monólogos. É uma experiência incrível, as vezes um pouco solitária, mas se aprende muito sobre tempo, ritmo e principalmente sobre si mesmo.

PIT - Qual o grande desafio de se fazer teatro no Brasil?
IB -
Não desistir nunca!

PIT - O que você gostaria ainda de realizar?
IB -
Aquilo que me faça evoluir como ser humano e que possa ajudar as pessoas a entenderem melhor a si mesmos e aos outros.

PIT - Isaac, muito obrigada por sua entrevista e deixe aqui seu recado!
IB -
Eu que te agradeço pela oportunidade. Que este Papo em Comunidade possa sempre aquecer os corações, dos internautas. Um beijão!



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quinta-feira, 27 de agosto de 2009



Shalom!
O Papo de hoje é com alguém que faz a diferença na comunicação da nossa comunidade.
Com a palavra, Denise Wasserman!

PIT - Olá Denise, bem vinda a o Papo em Comunidade!!
DW -
Oi Patricia! Acho a ideia de seu blog muito original e fico feliz por também participar dele.

PIT - Para começar conte um pouquinho sobre você...
DW -
Sou uma taurina que não foge à regra, ou seja, sou teimosa e enquanto não me provarem, por a+b, que algo não é possível de ser feito, eu não desisto. Penso muito no hoje e pouco no amanhã. Gosto de pessoas autênticas e bem-humoradas. Pessoas com energia positiva. Acho que isso faz um bem enorme.

PIT - Você está no comando do Nosso jornal Rio. Como surgiu da ideia do jornal?
DW -
Na verdade, eu e Jakob Zajdhaft estamos à frente do jornal. Há muitos anos que idealizava um jornal cultural para a nossa comunidade e conversando com o Jakob, no CIB, surgiu a oportunidade de fazer o jornal. Na época, o Renato Guertzenstein comprou essa idéia e patrocinou as primeiras edições. Depois, eu e Jakob batalhamos sozinhos e conseguimos chegar até aqui.

PIT - O Nosso Jornal também virou virtual. Você acredita que o jornal impresso está com os dias contados?
DW -
Essa é uma pergunta difícil de responder. Porque se por um lado, o mundo virtual é uma tendência global e atende mais rapidamente às nossas necessidades, no dia-a-dia, por outro, o papel tem o seu valor do ponto-de-vista cultural. A publicação impressa é algo palpável e você pode manusear.

PIT - O slogan do Nosso Jornal é “A diferença em comunicação”. Qual o grande diferencial do jornal?
DW -
Buscamos noticias diferenciadas e que não saem na mídia. Todas as matérias e artigos são trabalhados, pesquisados e dificilmente você vai ler algo que já tenha saído em outro veículo de comunicação. Temos uma equipe de colaboradores muito especial e isso é que faz toda a diferença...

PIT - Nestes anos a frente do Nosso Jornal, alguma situação engraçada ou embaraçosa que possa contar?
DW -
Fiz uma entrevista por telefone com o israelense Ely Karmon. Como era em inglês, comprei um gravador digital que ligava direto no telefone para não perder nenhuma palavra. Foram quase 30 minutos de gravação. Desliguei o telefone e na hora que tentei passar a gravação direto para o computador, apaguei , sem querer, toda a nossa conversa. Quase entrei em pânico. Tentei fazer a materia com que lembrava, mas não deu certo. Acabei escrevendo para ele dizendo o que tinha acontecido, sem esperanças que ele me desse uma segunda chance. E não é que ele pediu para eu ligar de novo? Nem acreditei. Liguei, só que dessa vez, pedi a uma amiga que fala bem o hebraico, que fosse a minha tradutora. Assim, a entrevista foi feita a quatro mãos e eu evidentemente dei o crédito a minha amiga. Isso foi na edição nº 9 do Nosso Jornal.


PIT - Das matérias ou entrevistas que você fez qual você pontuaria como a mais marcante até hoje?
DW -
Com o prêmio Nobel de Economia, o israelense Robert Aumann, em 2005. Fiquei emocionada em poder falar com ele. Foi demais!!!

PIT - Para você, qual a maior dificuldade de se fazer um jornal comunitário?
DW -
A maior dificuldade é você superar os estigmas, pois existe uma certa resistência quando surge algo novo e fora dos padrões que estamos acostumados. É difícil no início, mas se você acredita no valor do seu trabalho, as pessoas acabam acreditando também e depois a compensação vem em dobro.

PIT - O que você gostaria ainda de realizar?
DW -
Muuuuuuuuitas coisas. Tenho vários projetos. Todas na linha de comunicação. Um dia eles sairão do papel (ou melhor, do computador) e se tornarão realidade. Assim espero!

PIT - Denise, obrigada por sua entrevista e deixe aqui o seu recado!
DW -
Obrigada você, pela oportunidade. Meu recado é uma frase de Herman Hesse, que considero meu guru: "Ninguém pode ver nem compreender nos outros o que ele próprio não tiver vivido."






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quinta-feira, 20 de agosto de 2009



Shalom!
Ele sempre trabalhou com televisão e vídeo, abriu sua própria produtora e agora trilha o caminho do cinema.
Luz, câmera, ação: André Sztajn!

PIT - Olá André, bem vindo ao Papo em Comunidade!
AS -
Olá Patrícia. Obrigado pelo convite e parabéns pelo sucesso do Papo!

PIT - Como surgiu a ideia do filme Novos Lares?
AS -
A ideia do filme começou com o diretor Radamés Vieira. Ele cresceu em Nilópolis e conviveu muito com a comunidade judaica de lá. Depois de ler o livro VIVÊNCIA JUDAICA EM NILÓPOLIS, da Ester London, ele ficou impregnado com a ideia de recontar a história da presença dos Judeus naquele município. Eu e Radamés fizemos um MBA juntos em 2003. Quando nos reencontramos no carnaval de 2006 ele me falou de toda esta história e eu resolvi encampar o projeto na ProSol. Logicamente com a aprovação da minha sócia.

PIT - Por que o título Novos Lares?
AS -
Começamos todo o trabalho usando o título JUDEUS EM NILÓPOLIS. Acontece que no meio do caminho, o Professor Nachman Falbel, de São Paulo, apresentou ao Radamés o primeiro livro escrito e publicado em Idiche no Brasil. Chamava-se NEIE HEIMAN (ou Novos Lares) e foi publicado em Nilópolis em 1932. Entre 2007 e 2008, conseguimos traduzir o livro com a ajuda da Professora Sara Morelembaum e fizemos uma linda leitura dramatizada com música em São Paulo, que acabou ajudando a conduzir o documentário. Além do mais, o título NOVOS LARES é muito mais universal e pode ajudar nas nossas apresentações em festivais internacionais.

PIT - Algum momento das filmagens te surpreendeu? Por quê?
AS -
Em geral, eu me surpreendi em vários momentos e de várias formas. Eu nasci e cresci em Niterói. Mas a cada depoimento eu me identificava com histórias semelhantes. E acredito que todos os judeus da diáspora podem se identificar com a sua própria história ao ver o filme. Outro momento incrível foi o dia 28 de janeiro de 2007. Naquele domingo, a produção do documentário levou cerca de 200 judeus de trem para Nilópolis. Pessoas que não voltaram lá depois de 60 anos, curiosos, amigos. Foi um dia inesquecível. Além da viagem de trem rumo ao reencontro, visitamos a Sinagoga, onde o José London unificou todos com o toque de shofar, alguns cânticos e algumas rezas. Foi emocionante. E o dia terminou com um show de música klezmer com samba, reunindo na quadra da Beija Flor o Grupo Zemer com alguns ritmistas da escola de samba. Sensacional.

PIT - Você percebeu algum resquício de influência judaica em Nilópolis nos dias de hoje?
AS -
Ficaram lá algumas casas com a estrela de David na fachada. Infelizmente, a sinagoga está completamente abandonada. O Xie Goldman conseguiu recuperar o telhado em 2005, mas ele faleceu logo depois e aparentemente ninguém se interessa mais por aquele local sagrado. Eu gostaria muito que um grande movimento tratasse de recuperar aquela sinagoga.

PIT - Como é produzir filme no Brasil?
AS -
Difícil. Principalmente quando é o primeiro filme, sobre um tema muito específico. Mas acho que eu e o Radamés fomos muito felizes na combinação de um judeu de Niterói com um não judeu de Nilópolis. Através do judaísmo e de Nilópolis como referência geográfica, conseguimos tratar de temas universais que atingem o coração de qualquer pessoa. Ainda tenho muito a aprender sobre produção de filme no Brasil, seus mecanismos de incentivo, elaboração de projetos e a oferta destes projetos ao mercado e aos potenciais patrocinadores. Mas já aprendi muito sobre isso e sobre a arte de fazer cinema.

PIT - Recentemente Novos Lares recebeu prêmio no Festival de Cinema Judaico de São Paulo. Como você recebeu a notícia?
AS -
A notícia começou na madrugada de sábado (08 de agosto) para domingo no twitter do José Luiz Goldfarb, o Presidente do Festival. Eu fui dormir cedo e só soube no domingo de manhã quando o Radamés me ligou festejando ao telefone. Nem pensamos duas vezes, pegamos duas passagens para Sampa e fomos lá na Hebraica receber o prêmio pessoalmente das mãos do José Luiz. Foi sensacional. Imaginem o que é ganhar este prêmio com o primeiro trabalho no primeiro festival. Incrível!

PIT - Novos Lares vai participar de outros festivais. Qual a expectativa?
AS -
O filme participa do 9º festival de cinema brasileiro em Israel que termina esta semana. Já fomos selecionados para o Jewish Eye Film Festival que acontece em Outubro em Ashkelon, Israel. Já inscrevemos em vários festivais e estamos aguardando a confirmação da seleção oficial. São eles: Festival do Rio, Festival de Cinema Judaico de Hong Kong, da Inglaterra, de Vancouver (Canadá), de Atlanta (EUA) e Washington. Ainda faltam os festivais de Nova Iorque, San Diego (EUA), Berlin e Paris, que são no ano que vem.

PIT - O que você gostaria ainda de realizar?
AS -
Ainda estou novo e espero continuar com muita saúde para realizar muita coisa. AD MEÁ ESRIM, como dizemos em Hebraico: ATÉ OS 120 ANOS.

PIT - Você já pensa em outro projeto depois deste?
AS -
Todos os dias penso em novos projetos. No momento, precisamos cuidar da exibição e apresentação deste trabalho da melhor maneira possível. Mas outros filmes virão.

PIT - André, muito obrigada por sua entrevista e deixe aqui o seu recado!
AS -
Eu é que agradeço a oportunidade. Espero que todos os leitores tenham a oportunidade de ver o filme e encontrar nele um pedacinho da sua história. Para terminar, nada melhor do que a frase simples e impactante alcunhada pelo Radamés: NO PASSADO ENCONTRAMOS MUITAS COISAS NOVAS. Shalom!!!!

André Sztajn, José Luiz Goldfarb, Radamés Vieira




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