quinta-feira, 6 de março de 2008


Shalom!!!

As vésperas do Dia Internacional da Mulher, nada melhor que um bate papo com uma representante do sexo feminino e ainda por cima ligada à musica!

Com vocês... DANIELA SPIELMANN!!!!


PIT - Olá Dani! É um prazer conversar contigo!!

DS -O prazer é meu!


PIT - Quando você começou efetivamente a tocar um instrumento? Que motivo a levou a tocar sax?

DS - Com 16 anos em 1986, no colégio, eu adorava musica, já tocava guitarra e piano de brincadeira e o sax pintou porque eu adorava o som!!!


PIT - Profissionalmente, quando foi a sua estréia?

DS -Eu comecei em saraus de bandas de colégio, já eram shows e depois em outras bandas como, Filhos da Pátria, Banda Urbe e Banda Eclipse.


PIT -Você tem vários projetos musicais: Rabo de Lagartixa, Mulheres em Pixinguinha, grupo Zemer... Conte um pouco deles..

DS - O grupo Rabo de Lagartixa começou em 1993, reunindo os músicos, a maioria estudantes da UNI-Rio (Universidade do Rio de Janeiro) com vontade de pesquisar e tocar música Brasileira. Em função do projeto “Mini concertos didáticos” do Museu Villa-Lobos, o grupo começou a se especializar também na prática de concertos para crianças com brincadeiras e referência aos diversos ritmos e estilos brasileiros. O nome do grupo refere-se à vontade de criar uma música que não se submeta à padronização da cultura de massa - podem cortar o rabo da lagartixa, mas ele cresce de novo, e ao ritmo pulsante do grupo - o rabo da lagartixa mesmo quando cortado, continua se mexendo rapidamente. O grupo já se apresentou em vários países e atualmente se prepara para a gravação do segundo CD.

Em Mulheres em Pixinguinha me acompanham Neti Szpilman e Sheila Zagury. Pixinguinha, um grande flautista, também se dedicava a tocar o saxofone, trabalhando em conjuntos e também com o seu grupo “Oito Batutas”. Ao retomar sua música através do sax e do piano, instrumentos pouco usados pelos chorões da época, o trio traz uma visão feminina e sonoridade pouco usual e delicada, com arranjos detalhados e inovadores.

O grupo Zemer foi fundado no final de 1997, a partir de uma pesquisa enfocando varias vertentes da musica judaica, feita por seu diretor musical, arranjador e violonista Mauro Perelmann, em sintonia com o movimento de renascimento da música judaica que acontecia nos EUA, o klezmer revival. Zemer, em hebraico, quer dizer canção, melodia. Uma palavra simples que para nós, sintetiza o vasto repertório musical dos judeus espalhados pelo mundo. A música sempre esteve presente nas comunidades judaicas, tanto nos momentos de oração, introspecção e dor quanto nos momentos de alegria e comemoração. Espalhados pelo mundo, os judeus absorveram influências culturais de várias regiões, desde a Península Ibérica medieval, a Europa Oriental, países árabes como Iêmen e Marrocos até chegar à América e finalmente na nova velha pátria Israel. Nosso repertório tem como eixo principal a música tocada pelos judeus da Europa Oriental em suas festas e comemorações, a música klezmer. Klezmer é a contração das palavras hebraicas kli zemer, (instrumentos de melodia) e designava o músico judeu da Europa Oriental. Hoje em dia, é o termo usado para designar a música oriunda dos judeus ashkenazim, que engloba também as canções ídishes do teatro judaico. Além de klezmer, apresentamos canções do repertório dos judeus sefaradim (que habitaram a Península Ibérica, até o século XV) cantadas em ladino. E por fim, músicas em hebraico, influenciadas pela sonoridade oriental criada em Israel, pelos imigrantes orientais (marroquinos e iemenitas). Eu integro o grupo desde sua formação original.


PIT - Ah, tem também o Altas Horas, da TV Globo. Como você foi parar lá?

DS - Através de um teste e de uma indicação da banda Fincabaute com quem eu gravei um CD.


PIT -A música instrumental vem crescendo cada vez mais. A que se deve isso?

DS - Você acha? Sei lá! As vezes eu acho que o mundo comercial pertence apenas aos cantores...mas talvez outras oportunidades estejam aparecendo.. se a gente pensar por este prisma, talvez as pequenas produções apareçam com esta crise das gravadoras e com crescimento da divulgação pela internet.


PIT - Como você vê o futuro da música e do músico no Brasil?

DS - Aqui é muito difícil... A gente tem que fazer de tudo para sobreviver, tocar em vários projetos e tentar se aprimorar sempre. Eu acho que como tudo no Brasil é ruim, mas é bom!!! Palavras do Tom Jobim!!!


PIT -No seu mais recente trabalho, o CD Brasileirinhas, você faz dupla com a pianista Sheila Zagury. Como surgiu esta idéia?

DS - Bom eu já tocava com a Sheila há dez anos então foi um processo natural a gente queria muito, pintou um convite a gente já sabia o que fazer!!!

PIT -O que você costuma ouvir?

DS - De tudo , de tudo mesmo, clássico, rock, choro, samba , klezmer, musica infantil, pop, soul, mpb tenho que ouvir brega para trabalhos na Globo...


PIT - Já tem projeto de um novo CD ou Show? O que você pode adiantar?

DS - Em maio, nos dia 23 e 24 estarei fazendo uma turnê com o meu grupo Rabo de Lagartixa em Israel, no museu de Tel Aviv e outros shows em Hertzlia e Haifa, fora os de sempre por aqui no Rio todos os domingos no quiosque ARAB da Lagoa.


PIT - Muitos músicos afirmam que o melhor CD é aquele que está por vir. Você também pensa assim?

DS - É, sempre empolga muito um novo projeto.. Eu agora estou terminando meu mestrado e em breve temos surpresas por aí!!!


PIT -Dani, super obrigada por este papo! Deixe aqui o seu recado e até a próxima!

DS - Queria dizer que tenho o maior carinho por você Patrícia e quero estar sempre por perto!!

E que a arte, o bom senso, o bem-estar e a alegria possam nos contaminar sempre para que sigamos felizes!!!

Beijos e obrigada!


2 comentários:

Carol disse...

Começo o comentario dizendo o quanto achei interessante este Blog. Extremo bom gosto e requinte, desde o estilo da pagina até o nivel interessantissimo das entrevistas!
Parabenizo de coraçao Patricia, que sempre muito competente e brilhante, por onde passa deixa sua marca propria e inconfundivel!!!

Anônimo disse...

Oi Dani, acho vc o máximo! Musicista de primeira linha...toca com o coração...
Vai em frente que o mundo é seu!
Bjs, Guilherme.