quinta-feira, 18 de setembro de 2008


Shalom!
As pessoas estão sempre em busca do parceiro ideal, da cara metade. Mas nem sempre se acerta. No desejo de entender e incrementar os relacionamentos, alguns casais buscam a terapia de casal.
No Papo de hoje a terapeuta Zeila Sliozbergas!


PIT - Olá Zeila! Bem vinda ao Papo em Comunidade!
ZS -
Olá Patricia!

PIT - Para começar nosso papo, conte sobre você, sua formação...
ZS -
Sou natural de São Paulo, vim para o Rio de Janeiro, após meu casamento com um carioca, em 1975. Me formei na PUC- Rio em Psicologia. Tenho dois filhos cariocas e um neto americano. Iniciei minha formação na Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, onde estive por oito anos, lá trabalhei em enfermarias e ambulatórios no Serviço de Psicossomática chefiada pelo psicanalista Abram Eksterman e sua equipe. Recebi o título de Especialista em Psicologia Médica pela Faculdade de Medicina Sousa Marques. Em 1999 ingressei na Especialização em Geriatria e Gerontologia na Universidade Federal Fluminense e pude desenvolver um trabalho com os idosos e familiares. Trabalhei em um grupo de pessoas portadoras da Doença de Alzheimer e seus familiares, uma experiência preciosa. Terminado o curso, ainda permaneci por um ano neste grupo, me desligando em 2001.

PIT - Você se especializou em terapia de família e casal. O que te levou a este caminho?
ZS -
A partir de então, por coincidência ou não, recebia em consultório particular casais e famílias. Tentando entender como trabalhar como psicanalista nestes novos contextos de casais e famílias busquei na PUC-Rio, uma especialização em Terapia de Família e Casal, cuja proposta é um diálogo entre a teoria sistêmica e a psicanálise, trabalho desenvolvido pela Dra. Teresinha Fères Carneiro, uma experiência fascinante. O tema família para mim é muito precioso, refere à herança de meus antepassados e da transmissão entre gerações, conscientes e inconscientes. Todos os dois movimentos, para o passado e para o futuro são fundamentais para nossa constituição como seres sócio-emocionais, imersos numa cultura. Pensar nossa família imersa nesta nova sociedade e cultura é nosso grande desafio.

PIT - Como você vê os relacionamentos de hoje?
ZS -
Este é um tema muito complexo. Primeiro precisamos definir o que seja um relacionamento. Temos desde relações de namoros virtuais, casamentos formais, morar junto, ficar com o mesmo parceiro, etc. As propostas de relacionamento se ampliaram, relativas a década de 80 e de 90. Em nossa sociedade brasileira, estamos também experimentando outras possibilidades de relacionamentos chamados de "estáveis". Cada faixa etária vive um fenômeno de sua geração. Sem dúvida que todos desejam algo que lhes gratifiquem. A geração mais jovem até os 30 anos ou mais, deseja constituir família com alguém, em que possam confiar, dividir, crescer e realizar projetos. Os novos casamentos de pessoas acima dos 30 desejam encontrar parceiros mais adequados para continuar realizando seus desejos de ter filhos, estabilizar profissionalmente e economicamente. E os acima dos 50 anos desejam ter um companheiro para compartilhar suas vidas pessoais, não tanto sociais nem economicamente. O desejo de todas as gerações parece ser encontrar o companheiro afinado. O problema são os mal entendidos. A dificuldade de perceber que o sujeito, não é exatamente aquele, de que se espera algo. Conseguir identificar seus próprios desejos, perceber o outro como ele, pode ser uma tarefa árdua. As demandas de nossa sociedade nos impõem desejos que muitas vezes não nos pertence, resultados imediatos, projeções no outro de nossas expectativas, ignorando o que o outro quer e sente.

PIT - Você acredita que morar junto antes do casamento ajuda no relacionamento?
ZS -
Esta experiência é muito singular, cada casal irá encontrar uma maneira de encontrar o seu ponto ótimo para decidir a hora de definir uma relação estável. Sem dúvida, que, quanto maior o conhecimento de como cada parceiro é, pensa, se comporta, maior é a intimidade do casal, o que promove maior segurança para prosseguir no crescimento da relação. Intimidade é uma conquista, seria a possibilidade de mostrar para o outro suas qualidade e defeitos, fundados nos sentimentos amorosos.

PIT - Falando ainda sobre isto, mesmo morando junto as pessoas ainda pensam em oficializar a relação?
ZS -
Tenho observado na clínica, que o morar junto, traz o desejo de casamento (relação estável), podendo ser oficializado através de rituais sociais, religiosos, ou através do nascimento de um filho, que caracteriza a formação de uma família.

PIT - Você atende jovens casais. O que os leva a fazer uma terapia de casal? Qual a maior queixa nos atuais relacionamentos?
ZS -
Jovens casais desejam realizar seus sonhos, querem que tudo dê certo, não querem repetir os erros vistos em suas famílias e amigos. Me encanto com o empenho destes jovens esclarecidos, bombardeados por informações, mudanças, buscando encontrar equilíbrio em suas vidas, lutando juntos para fundar o casal e futura família. Basicamente o que os leva a terapia, é o temor de não terem sido capazes de escolher um parceiro, que componha com eles, e serem rejeitados ao se mostrarem como são. Toda relação é construída pela confirmação de que somos aceitos e amados como somos. Estes casais estão aprendendo a se conhecerem como pessoas, através do outro, ao se conhecerem podem se articular dentro da relação. Pela ansiedade, se atropelam não se percebendo e atribuindo suas dificuldades a incompreensão do companheiro. A maior queixa que percebo na clínica, é a incapacidade de ver o companheiro como uma pessoa diferenciada, que traz costumes, princípios, histórias de vida próprias o que exige um esforço na compreensão desta diferença, não como um impasse, mas como uma composição. Ao compor com as diferenças, abre-se um novo caminho a futura geração, promovemos uma nova síntese de toda esta experiência.

PIT - Você deve ter historias curiosas... Pode nos contar alguma?
ZS -
Um casal me procurou alguns meses antes do casamento, percebendo que tinham diferenças relativas a maneira como cada um desejava realizar este casamento. No entender da noiva deveria ocorrer com todos os rituais, religiosos e festivos, no entender do noivo, o casamento civil bastava. A festa de casamento era naquele momento um tema de impasse, havia também a questão religiosa das diferentes crenças das famílias. O que me fez pensar sobre a preocupação deste jovem casal de como lidar com estes primeiros impasses da relação a dois. Foram encaminhados por um parente, que também procurara ajuda antes de oficializar o casamento. Comentei que inaugurava em minha clínica uma nova proposta: uma terapia que visava a "preparação para o casamento". Algo com um sentido profilático, tipo, “precisamos nos preparar” para "sabermos se daremos certo". Situação que me fez refletir sobre o receio de errar, o medo do sofrer. Não entendendo uma experiência de vida como uma construção, mas com algo mais imediato onde se tem que acertar ou errar.

PIT - Qual a sua sugestão para os pais que tem filhos que estão namorando ou que querem se juntar?
ZS -
Este é outro tema complexo. Pais com filhos jovens devem estar atentos, na medida do possível. Devem acompanhar os movimentos de seus filhos, atenção é sinônimo de cuidado e amor. Ao receberem os parceiros de seus filhos, tornam-se mais próximos destes novos elementos da família, o que permite diálogo. O que se tem observado em nome da privacidade dos filhos, é uma certa "compreensão" e distanciamento. Nem todos os pais acham natural, que seus filhos exerçam sua vida sexual dentro de casa. Poder se posicionar quanto aos seus conceitos morais, éticos, religiosos permite uma relação franca e adulta de ambas as partes. Sobre o morar junto, aponta para o desejo de mudança de status, de filho dependente, para aquele que deseja criar sua própria casa, sua própria família. Para isto, será preciso estar preparado emocionalmente, financeiramente. Estando o jovem casal pronto para bancar este novo empreendimento, os pais devem dar seu voto de confiança. Dizem que se criam os filhos para o mundo, um dia eles crescem e irão formar novas famílias, é o destino da humanidade.

PIT - Zeila, muito obrigada por sua entrevista e deixe aqui o seu recado!
ZS -
Nós como pais ou como avós, ficamos perplexos diante das mudanças de costumes deste mundo contemporâneo. Sabemos que dentro da família sempre ocorreram conflitos, divergência de opiniões, ressentimentos. Em cada família existe um sistema de crenças e um elo poderoso, que a une, sentimentos amorosos, de respeito, de consideração.
Os novos entendimentos serão construídos, na medida em que se resgatem estes valores entre pais e filhos.




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quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Shalom!
O Papo de hoje é com um jovem ator que está fazendo o maior sucesso no papel de Renato Russo.
Com vocês.... Bruce Gomlevsky !


PIT - Olá Bruce! Um prazer tê-lo aqui no Papo em Comunidade!
BG -
Olá Patricia!

PIT - Para começar, conte um pouco da sua trajetória...
BG -
Me formei em teatro pela CAL (Centro das Artes de Laranjeiras). Mas tudo começou na escola. Estudei minha vida toda no Colégio Andrews e lá é uma escola com tradição em teatro. Vários nomes famosos estudaram lá, como Miguel Falabella e Marisa Monte, por exemplo.

PIT - Como você se interessou pelas artes cênicas?
BG -
Bom, sempre gostei de artes em geral. Aos nove anos tocava bateria, na verdade meu lado artístico começou com a música. Mas como falei, foi na escola que descobri o teatro, tive aulas com Gustavo Gasparini e aos 15 anos tudo começou efetivamente.

PIT - Você já fez TV , teatro e cinema. O que te dá mais prazer?
BG -
Gosto de tudo! Adoro TV, cinema e teatro. Como espectador, adoro cinema, as maiores interpretações estão no cinema, nos clássicos. O teatro é um lugar onde eu posso criar, produzir. O teatro é a raiz, a base onde se pode exercitar, experimentar. Não entendo um ator que não faz teatro. Vivenciar o “ao vivo” é importante. Mas adoro fazer os três!

PIT - “Renato Russo” é um sucesso de público e crítica. A que você atribui este sucesso: a história, o personagem, sua performance ou tudo junto?
BG -
É uma confluência de fatores. É um tema que gera curiosidade. Todos querem saber sobre Renato Russo. E, modéstia à parte, acertamos na mão: a banda, luz, direção, cenografia, tudo muito afinado. Foram dois anos de pesquisa e imersão que resultaram num trabalho muito sincero, honesto.

PIT - A produção também é sua. O que te levou a montar esta peça e qual o maior desafio em produzir teatro no Brasil?
BG -
É a minha quinta produção, todos acham que comecei agora mas estou na luta há sete anos, nas primeiras produções tive que vender carro, pegar empréstimo... Mas desta vez foi diferente, de cara consegui patrocínio. A idéia surgiu quando minha esposa Julia Carrara me deu o livro “O Trovador Solitário” do Artur Dapieve, sobre a história do Renato Russo e ali me veio a idéia de montar um espetáculo sobre ele. É difícil produzir teatro no Brasil, mas eu gosto, é uma forma de se realizar o próprio trabalho. Eu faço tudo! Teve um projeto que fui a 300 empresas!! Com o “Renato Russo” foi mais fácil, tive sorte!

PIT - Como foi o laboratório da peça? Alguma curiosidade que você possa contar?
BG -
Assisti tudo do Renato: entrevistas, shows, depoimentos, falei com amigos, família, integrantes da banda estive no apartamento dele em Ipanema, que está praticamente como ele deixou, como fã fiquei muito emocionado ver os livros, instrumentos e objetos dele. Fiz aula de canto e fono, foram dois anos de pesquisa. Durante este processo, sonhei muito com o Renato. Um contra-regra disse que viu uma vez, no teatro, um vulto que parecia ser ele. A Carmem Teresa, irmã do Renato, diz que ele tá vendo tudo. Eu costumo pedir “permissão” ao Renato antes das peças, é uma energia muito forte que estamos trabalhando. A gente tenta mostrá-lo com um ser humano multifacetado e não caricaturado.


PIT - Falando na irmã, como foi a reação da família do Renato Russo quando viu o espetáculo?
BG -
Foi ótima!! Fiquei próximo deles, tive uma relação muito boa com o Giuliano, (filho do Renato) ficamos amigos. Ele me disse uma vez, algo que me marcou muito: “Bruce, você não é o meu pai, mas você disse tudo que eu precisava ouvir”. A irmã, Carmem Teresa, assistiu a peça 11 vezes e quando fui a Curitiba, reduto da família Manfredini, todos foram me assistir.

PIT - Você também vai participar de uma montagem do TIC (Teatro Israelita de Comédia). O que você pode nos adiantar?
BG -
É um texto israelense super bonito “Ele caminhava pelos campos”, a história se passa nos anos 40, primórdios dos Kibutzim, quando se tinha uma ideologia bacana, diferente dos dias de hoje. Vai ser apresentado em breve, aguardem!

PIT - O que você gostaria ainda de realizar?
BG -
Ah! Muita coisa! Sou um iniciante, um aprendiz, quero fazer tudo, chegar aos 70 anos de carreira. Tenho vontade de representar vários personagens de Shakespeare, por exemplo. O que me move são os desafios e a paixão em representar. Sou apaixonado por boa dramaturgia independente do gênero.

PIT - Muito obrigada por sua entrevista e deixe aqui o seu recado!
BG -
Obrigado a você Patricia e gostaria de convidar quem ainda não assistiu Renato Russo e para quem já assistiu, ver de novo, no Teatro João Caetano, de sexta a domingo, sexta e sábado as 19:30 e domingo 18:30 com preços populares, até o dia 19 de outubro. Espero vocês lá!




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quinta-feira, 4 de setembro de 2008



Shalom!
Uma grande idéia merece atenção. E poder torná-la realidade é muito gratificante.
Aline Cohen conta sobre a realização da sua grande idéia!
Aproveitem!


PIT - Olá Aline, bem vinda ao Papo em Comunidade!
AC -
Olá Patricia!

PIT - Para começar conte um pouco sobre você, sua formação...
AC -
Sou formada em desenho industrial pela Puc - Rio, e trabalhei durante muitos anos para uma agência de design de produtos e merchandising, a Tátil Design. Hoje, após ter feito alguns cursos relacionados a design de brinquedos, passei a me dedicar exclusivamente à criação e desenvolvimento de brinquedos para crianças com necessidades especiais. A Bandeja Brincante, foi o primeiro brinquedo industrializado e patrocinado por doadores para hospitais públicos, como INCA, Hemorio, Hospital dos Servidores e IPPMG - UFRJ.

PIT – Falando em bandeja brincante, explique para nós, do que se trata?
AC -
A "Bandeja Brincante" é um brinquedo que foi desenvolvido para crianças hospitalizadas, em qualquer situação de espera ou impossibilidade de locomoção. Esta, por se comportar como uma bandeja pode ser usada em cadeiras, leitos e até como suporte para refeições e leitura. Em sua parte superior possui um Kit Lúdico, com uma lousa para desenho livre e um kit de peças imantadas, onde a criança exerce sua criatividade a cada vez que brinca.

PIT - Como surgiu esta idéia?
AC -
A idéia surgiu após uma visita ao projeto social Brincante, cujo sou colaboradora desde 2007. Este acredita que o brincar pode não só atenuar o sofrimento físico e psíquico de crianças hospitalizadas, mas como também pode ajudar na cura das mesmas. Em muito pouco tempo de visita, observei que as crianças que faziam quimioterapia, precisavam ficar de 4 a 6 horas sem poderem se locomover; assim pensei, se elas não podem ir até a brinquedoteca, que a brinquedoteca venha até elas. O objetivo inicial não era criar um novo brinquedo era criar uma nova oportunidade de brincar.

PIT - Qual a sensação de ver um projeto seu “ganhar vida”?
AC -
Não tenho palavras. Realmente esse projeto não é um simples produto que estou produzindo e vendendo, é a realização de um sonho. Durante um ano, desenvolvi o brinquedo conciliando com o meu outro trabalho, na agencia Tátil Design. Quando percebi o quanto este tipo de projeto me sensibilizava comecei a me dedicar exclusivamente para o desenvolvimento de projetos para crianças especiais.

PIT - Você tem outros projetos?
AC -
Tenho, mas ainda estão no papel. Acredito que meu próximo produto será uma adaptação da Bandeja Brincante para adolescentes. Este público, infelizmente, não tem muita atenção dos que buscam fazer algum trabalho social em ambiente hospitalar.


PIT - Qual o seu sonho?
AC -
Ter força e apoio para continuar me dedicando a criar estes brinquedos.

PIT - O que você diria para as pessoas que tem alguma idéia e não tocam para frente?
AC -
Diria que para realizar um sonho precisamos passar por lutas diárias. Quando se tem uma meta, às vezes, aparecem obstáculos que nos fazem pensar em desistir. Confesso que em alguns momentos isso aconteceu comigo. Mas quando somos motivados pelo desejo, essas dificuldades nos ajudam a ter certeza aonde queremos chegar.
Sem dúvida, incentivo qualquer tipo de iniciativa de trabalho onde a maior motivação é o desejo.

PIT - Muito obrigada por sua entrevista e deixe aqui a sua mensagem!
AC -
Gostaria de agradecer imensamente o grupo Simchá da Wizo pela força e incentivo!!! São atitudes como esta que me dão energia para continuar.
Um forte abraço!



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quinta-feira, 28 de agosto de 2008




Shalom!
O Papo de hoje é, sobretudo, uma dica de boa música.
Já pensou em assistir um show de percussão?
O que está esperando? A hora é esta!!
Com vocês: Joca Perpignan!

PIT- Olá Joca! Bem vindo ao Papo em Comunidade!
JP -
Oi Patricia! Obrigado pelo convite!

PIT - Para começar, conte um pouco sobre você...
JP -
Bem, para começar, sou nascido e criado no Rio de Janeiro e aos 15 anos de idade fiz aliá com minha família para Israel. Sou Brasileiro e Israelense. Tenho uma carreira musical nesses dois países.

PIT -Como a percussão entrou na sua vida e qual o motivo da escolha por esse instrumento?
JP -
Comecei com a bateria, aos 13 anos de idade. Os grupos iam ensaiar na minha casa e deixavam os instrumentos lá. Eu gostava de brincar com a guitarra nas horas vagas e com o tempo comecei a levar a sério. Quando fui para faculdade de música, meu primeiro instrumento era a guitarra. Depois de dois anos voltei aos tambores, só que dessa vez com a percussão. Me interessou mais que a bateria. Mais variedades de sons, mais colorido, mais folclórico, mais raiz.

PIT - Você morou muito tempo em Israel. Como foi esta experiência? Seu som tem influências israelenses? Como é ser um percussionista por lá?
JP -
Pois é, morei em Israel 16 anos. Fiz faculdade de música lá (Rimon School of Jazz) e depois continuei nos EUA(Berklee College of Music).
Minha carreira foi baseada em Israel e até hoje, apesar de morar no Brasil, mantenho minha carreira lá, fazendo shows uma ou duas vezes por ano. Os próximos são em Outubro desse ano.Minha experiência profissional lá foi muito boa. As pessoas em Israel adoram música brasileira. Além do meu trabalho autoral, acompanhei vários artistas importantes israelenses como Matti Caspi, Yoni Rechter, Arik Einstein e outros. Existem excelentes percussionistas por lá, mas não muitos que tocam música brasileira. Meu som é bem brasileiro, bem MPB. Israel é um país jovem que não tem uma identidade musical própria muito sólida. É uma mistura de influências árabes, leste-européias e mediterrâneas. Não carrego muito essas influências na minha música, mas tenho planos de, futuramente, fazer projetos juntando esses dois mundos.

PIT -Falando em influências.. quais são as suas influências musicais?
JP -
Bem, minha influência é mais brasileira mesmo. Gosto muito de samba de raiz e de MPB. Entre os compositores prediletos estão: Milton Nascimento, Djavan, João Bosco, Gilberto Gil, entre muitos outros. Meus anos de residência nos EUA me aproximaram muito do Jazz, que acabou influenciando muito no meu caminho musical. Tenho uma paixão muito grande por ritmos e, além da brasileira, a música africana e a caribenha (principalmente a Cubana) são bem presentes no meu caldeirão musical.


PIT- Você tocou com várias feras da música internacional. Quem te marcou mais? Alguma história interessante que possa nos contar?
JP -
Tive oportunidade de dividir o palco com alguns instrumentistas de renome internacional. Os que mais me marcaram foram o bandolinista baiano Armandinho e o saxofonista Cubano Paquito D´Rivera. Armandinho, aliás, faz participação no meu CD Entreventos. Já tocamos juntos em Israel duas vezes. Ele adora Israel e quer voltar. Além do público caloroso e da beleza do país, até hoje fala do hummus que comeu em Abu Gosh, vilarejo árabe próximo a Jerusalém.


PIT - No seu primeiro CD solo, Entreventos, você canta suas composições. Você compõe pela percussão? Qual é o seu método de composição?
JP -
Sim, o CD é todo autoral. Apesar de trabalhar muito como percussionista, sou cantor e compositor também. Eu uso o violão pra compor. Na verdade, a melodia vem na cabeça e depois é que procuro a harmonia no violão. Composição é uma coisa de inspiração e de momento. Precisa de uma certa tranqüilidade. O compositor tem que ‘driblar’ o estresse do dia a dia pra encontrar essa tranqüilidade.

PIT - Como você se define, um percussionista cantor ou um cantor percussionista?
JP -
Sou os dois. Minha carreira foi construída mais no lado do percussionista, mas de uns tempos pra cá venho me afirmando como um cantor percussionista. Vou sempre ser percussionista, mas hoje em dia me dedico mais ao meu lado cantor/compositor.

PIT - Em breve você se apresentará com o pianista israelense Alon Yavnai. Como se deu este encontro? Onde e quando poderemos assistí-los?
JP -
Alon é um grande amigo de longa data. É um pianista fora de série. Sou fã. Nos conhecemos nos EUA em 1996. Tivemos uma longa convivência musical juntos. O auge foi uma turnê de 40 dias para Portugal e África com o grupo Cabo- Verdeano ‘The Mendes Brothers’. Já fizemos concertos em duo em Israel e agora vamos ter, pela primeira vez, a oportunidade de tocar juntos no Brasil. É a primeira vez de Alon no Brasil. Estou bastante empolgado! Tocaremos no dia 30/8, no teatro do Centro da Cultura Judaica de São Paulo e dia 2/9, na Sala Baden Powell, no Rio de Janeiro.


PIT - O que você pode dizer para alguém que queira se tornar percussionista?
JP -Praticar o ritmo de uma maneira correta. Não só praticar técnica e virtuosismo, mas entender as raízes dos ritmos. Trabalhar o tempo e o pulso.

PIT - Muito obrigada por sua entrevista e deixe aqui seu recado!
JP -
Eu quero agradecer o teu convite Patricia e dizer que foi um prazer poder contar um pouco do meu trabalho para a comunidade. Espero que muitos compareçam aos shows e que a música agrade! Obrigado! Para relembrar, os shows acontecem 30/8, as 20:30h, no teatro do Centro da Cultura Judaica de São Paulo (Rua Oscar Freire, 2.500 - Entrada franca) e no dia 2/9, as 20h na Sala Baden Powell, no Rio de Janeiro (Avenida Nossa Senhora de Copacabana 360 Copacabana, entrada: R$10(inteira) e R$5(meia). Espero vocês lá!









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sábado, 23 de agosto de 2008


Shalom!
O Papo de hoje é com um jovem que promove eventos.
Apresentando....
Bruno Wagner!

PIT - Olá Bruno! Bem vindo ao Papo em Comunidade!
BW -
Olá Patricia!

PIT - Para começar conte um pouco sobre você, sua formação...
BW -
Sou economista formado pela Puc-Rj. Já morei nos EUA e na França, inclusive como jogador de tênis, uma paixão que persegui desde garoto e, no entanto não rendeu frutos financeiros, porém me proporcionou experiências fantásticas, tanto de conhecer novas pessoas, lugares quanto de disciplina.

PIT - Atualmente você trabalha com eventos. Quando e como começou este interesse?
BW -
O interesse surgiu quando percebi que a minha "praia" era trabalhar com pessoas, e com eventos, esse contato é possível e diversificado, e sempre que posso procuro deixar uma mensagem pessoal, de otimismo, para quem vai nos "meus" eventos. Ou seja, para que a pessoa saia um pouco diferente do que entrou.

PIT - Que tipos de eventos você costuma realizar?
BW -
Os eventos variam de gênero enormemente. Mas são principalmente debates e palestras sobre assuntos variados, desde um filme seguido de um debate até um debate sobre mudança de profissão.

PIT - Qual o maior desafio para se montar um evento?
BW -
O maior desafio é gerenciar e conciliar as datas dos participantes do debate ou dos palestrantes, com o dia de auditório disponível, além é claro do desafio de mediar o debate, já que normalmente eu sou o mediador!

PIT - Você já passou por alguma situação embaraçosa ou engraçada que possa contar?
BW -
Já mediei um debate sobre um filme que eu NÃO tinha visto fato que me deixou bastante tenso em princípio, mas o resultado foi satisfatório, já que perguntei como era o filme para pessoas que já tinham visto. Também já aconteceu, de num debate de quatro pessoas, uma faltar, portanto é sempre importante estar preparado para essas eventualidades.

PIT - Dentre os eventos que você já fez qual te deixou mais realizado?
BW -
O debate Mudança Radical, sobre mudança de profissões, já que é um tema bastante marcante em minha vida. Desde a minha formação em economia foi um longo percurso até descobrir o que eu considero minha verdadeira vocação. Fui jogador de tênis, professor, dei aulas de inglês etc. Embora eu possa decidir mudar de novo amanhã! Nunca se sabe!

PIT - O que você diria para as pessoas que querem trabalhar nesta área?
BW -
A pressão, tensão e o estresse são constantes, já que trabalhar com pessoas não é uma área exata. As variáveis são muitas e todos nós somos passíveis de erros!

PIT - Muito obrigada por sua entrevista e deixe aqui o seu recado!
BW -
Obrigado a você pela oportunidade. O próximo evento será no dia 30 de Agosto, sobre Concursos Públicos, tema que vem interessando cada vez mais pessoas, fora e dentro da comunidade! Vocês podem se inscrever e ter mais detalhes no site http://www.bweventos.com.br/. Forte abraço e nos veremos em breve.





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quinta-feira, 14 de agosto de 2008





Shalom!
Você sabe o que é Hagshamá?
O Papo de hoje é com Sergio Rosenboim que vai nos explicar do que se trata.

PIT - Olá Sergio! Bem vindo ao Papo em Comunidade!
SR -
Tudo bom Patricia, é um prazer estar aqui em seu informe e já desejo sucesso!

PIT - Para começar, qual a sua formação?
SR -
Sou Arquiteto e Urbanista formado pela UFRJ e formado em Educação Informal no Instituto Hizkiahu em Israel.

PIT - Atualmente você está à frente do Departamento de Hagshamá. Conte para nós, o que é Hagshamá?
SR -
Hagshamá significa realização e é um Departamento da Organização Sionista Mundial que foi criado em 1998, através de um acordo que unificou todos os departamentos de estudantes da Agência Judaica e da Organização Sionista Mundial. O Departamento de Hagshamá ficou encarregado de trabalhar com a faixa etária de 18 a 30 anos e bogrim dos movimentos juvenis realizando atividades em todos os lugares do mundo. Hoje o Departamento de Hagshamá está presente na Austrália, África do Sul, Suécia, Bélgica, Canadá, Estados Unidos, México, Venezuela, Chile, Argentina, Uruguai e Brasil, alem de Israel é claro. Mesmo sem escritório ainda realiza atividades em Portugal, Espanha, Suíça, Áustria, Alemanha e Hungria. Aqui no Brasil funciona com escritório no Rio de Janeiro que é responsável por todo o Brasil. O Departamento de Hagshamá Brasil conta com uma grande rede de peilim voluntários que atuam em 10 cidades além do Rio de Janeiro. Os pilares de atuação do Departamento de Hagshamá são: JUDAÍSMO, SIONISMO, LIDERANÇA e HASBARÁ (esclarecimento). Nesses pilares estão contidos todos os temas abordados pelo Hagshamá em suas atividades.

PIT - O que te levou a participar desta atividade?
SR -
Eu sempre fui ativo na minha vida de movimento sionista. Além de participante do Bnei Akiva, duas vezes mazkir do Conselho Juvenil e Monitor da Escola de monitores da central pedagógica da agência judaica. Depois da minha "aposentadoria" e com a mudança de linha ideológica na direção mundial do Departamento fui procurado por Israel para substituir o representante local, que por sinal era muito bom, com o objetivo de levar a comunidade judaica o conhecimento das atividades do Hagshamá. Essas atividades já acontecem há 10 anos, mas como a forma de atuação do Hagshamá era sempre apoiando e ficando por "trás dos anos", ninguém sabia do que se tratava.

PIT - Como e onde surgiu a idéia de Hagshamá?
SR -
Na verdade foi uma necessidade de se trabalhar em conjunto. Você ter vários departamentos trabalhando na mesma área não faz sentido. Daí a junção. Hoje contamos com mais de 10 grupos em todo Brasil que dependem de apoio direto nosso. Por exemplo: esta semana o Departamento enviou para Belém um palestrante que irá ministrar aulas no seminário do grupo universitário Nachal. Outro exemplo são os seminários de Hasbará onde capacitamos jovens para realizarem palestra e esclarecer sobre o conflito árabe israelense, anti-semitismo, holocausto e etc.

PIT - Qualquer pessoa pode participar?
SR -
Sim. Se o jovem está dentro da faixa etária do evento (as vezes realizamos para todas as idades) está dentro da Lei do Retorno e será bem vindo.
Nossas atividades estão no site http://www.hagshama.com.br/

PIT - Onde funciona, existe uma sede?
SR -
Não. Hoje controlo o Hagshamá do meu escritório pessoal. Nossas atividades são realizadas nas instituições judaicas exatamente por ter o objetivo de incentivar o retorno da juventude às nossas instituições. Os diversos grupos pelo Brasil se reúnem também para sair, realizar encontros nas casas dos integrantes e assim vão se formando os grupos.

PIT – Para você, qual a importância deste projeto?
SR -
Os diversos projetos alavancados pelo Hagshamá são extremamente importantes para a continuidade de diversas comunidades. Posso até afirmar que o nosso departamento consegue manter os jovens dentro de um ambiente judaico e sionista saudável e exercitando sempre o ser judeu dos jovens. Movimentos juvenis realizam suas atividades (seminários) para bogrim sempre com apoio vital do Hagshamá. Grupos universitários sobrevivem praticamente com apoio financeiro e educacional nosso. Muitas atividades como campanhas comunitárias e campanhas em prol de Israel têm o start em nosso departamento. Esse trabalho, com a abrangência que tem, é único no Brasil e precisa ter o apoio de todos, inclusive de doadores. Para saber mais sobre nós todos podem acessar os sites http://www.hagshama.org.il/ (mundial) e http://www.hagshama.com.br/ (nacional). Nesses sites todos poderão ver o quão é importante o nosso trabalho. Digo até essencial para muitas comunidades.

PIT - Como você a juventude judaica no Brasil?
SR -
É uma juventude bem interessada nos assuntos relacionados a Israel e ao Sionismo. Uma diferença interessante é que os jovens das pequenas comunidades dão muito valor a essas atividades. Isso acontece porque é raro alguém lembrar da existência deles quando vem palestrantes internacionais ou lançam campanhas e material didático novo. O Hagshamá leva isso e quando realizamos as atividades a participação é numerosa e intensa.

PIT - Muito obrigada por sua entrevista e deixe aqui o seu recado!
SR -
Obrigado pela oportunidade e venha realizar a sua "hagshamá". Nos ajude a aumentar nossas atividades apoiando, patrocinando, anunciando no site ou simplesmente participando de nossas atividades. Entre em contato pelo e-mail sergior@hagshama.org.il e saiba como ou visite nosso site http://www.hagshama.com.br/.
Chazak Veematz!





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Hospede o seu Site aqui!
Preços especiais para a Comunidade
Visite: http://www.siteecia.com/

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Shalom!
Na próxima semana o Brasil receberá uma visita especial.
Antes de sua chegada, o Papo em Comunidade conversou com ela:
A Presidente Executiva da Wizo Mundial, Tova Ben Dov!

PIT - Olá Tova! Bem vinda ao Papo em Comunidade.
TBD -
Obrigada.

PIT - Como e quando começou a sua historia a Wizo?
TBD -
A verdade é que eu sou a segunda geração de membros da Wizo, minha mãe também era uma ativista. Dela eu aprendi o que é a doação, ela ajudava as crianças carentes da minha turma sem ninguém saber. Já meu pai sempre perguntava: “O que de bom você fez hoje?”.
Meu trabalho como voluntária começou aos 27 anos. Eu havia acabado de me mudar para Herzilya Pituach quando a secretaria da Wizo bateu na minha porta. Ela me perguntou se eu conhecia a Wizo e se eu sabia fazer um bolo. Eu disse que sim e então, ela me pediu um bolo de chocolate!
Nesta época os homens estavam no exército e nos pediram para conseguir aquecedores, cobertores e transistores para os “nossos garotos do norte”. Eu bati em 600 casas em Herzliya Pituach atrás destes itens. Nosso grupo começou a trabalhar com os vizinhos mais pobres da área e até hoje eu agradeço a D-us, por estar no lado doador e não o que precisou das doações.
Depois de representar o grupo Aviv no congresso mundial em 1971, fui escolhida como vice-presidente do departamento de treinamento feminino e fiquei responsável por todos os cursos de treinamento no país. Trabalhei como presidente de relações públicas da Wizo mundial em Tel Aviv e depois fui eleita como presidente do departamento de propriedade e desenvolvimento da Wizo Mundial. Eu nunca fiquei atrás da minha mesa, eu sabia pessoalmente cada um das centenas de projetos, cada centro de atendimento diário, abrigos pra mulheres violentadas, escolas, vilas de jovens. Fui eleita como tesoureira e também como Presidente Executiva da Wizo Mundial, a minha atual posição.

PIT - Qual a importância da Wizo para Israel e para o mundo?
TBD -
A Wizo, tanto em Israel como no mundo está perpetuando nossa herança judaica. Através da educação estamos incutindo valores judaicos e proporcionando uma educação sionista para as crianças que estão sob os nossos cuidados. Os projetos para as mulheres em geral (violentadas, imigrantes, etc), tem um papel vital na vida de Israel. Mas é a nossa entidade em todo o mundo, que ajuda a tornar tudo possível, por estar envolvida no patrocínio de projetos, fazendo esforços extras em tempos de crises, e dividindo as alegrias e lágrimas da vida em Israel. Nós em Israel vemos vocês nossas irmãs judias do mundo inteiro, como uma única família, a família Wizo. Somos uma família muito cuidadosa e nosso grupo nos dá força em Israel e nas comunidades judaicas de todos os lugares. Aqui em Israel nos sentimos pessoalmente apunhalados quando ouvimos os incidentes anti-semitas que os judeus no mundo têm que enfrentar. E vocês por outro lado se preocupam com a nossa segurança. Tanto a Wizo em Israel, quanto nos diversos países, está unida pelo desejo de um moderno, democrático e tolerante Estado de Israel, o lar para todos os judeus.

PIT - Conte-nos qual o sentimento de ser uma mulher Wizo?
TBD -
Há muitos sentimentos envolvidos quando se é uma mulher Wizo: ser pioneira, mãe, aquela que cuida, professora, conselheira, mulher de negócios, confidente, empresaria, líder. Em qualquer hora durante o dia uma voluntária da Wizo pode ser chamada para preencher qualquer um destes papéis. A mulher Wizo cuida e doa incondicionalmente.
Geralmente, uma mulher participa da Wizo porque ela quer ser parte de um sistema que envolve a ajuda social. Só depois que ela entra é que percebe o mundo que faz parte. Um mundo de crianças que vivem em uma família desestruturada, um mundo de juventude, que está descobrindo novas atividades ao invés de estar pelas ruas, o novo imigrante que tenta encontrar o seu espaço no país ou a mulher que foi tão agredida que perdeu a confiança nela e nos outros.
A mulher que participa da Wizo descobre muitas coisas maravilhosas sobre ela mesma. Ela descobre um impressionante amor por Israel e sente que faz parte de uma sociedade feminina muito especial que se espalha pelos continentes, ela traz novos valores para sua vida e a vida de sua família, ela é “1001 utilidades”! Resumindo: a mulher Wizo é uma mulher realizada.

PIT - Em todos estes anos trabalhando na Wizo o que te deixa mais orgulhosa?
TBD -
Como uma mulher Wizo, tenho orgulho de poder ver as necessidades das pessoas e não apenas o lugar onde elas ficam. Me orgulho em dizer que sou da Wizo e em ouvir um motorista de táxi dizer: “A Wizo salvou minha vida, me tirou das ruas”. Tenho orgulho em ver os líderes do nosso país que passaram anos nas vilas de jovens da Wizo, de uma mulher que escapou do medo da violência e abre a porta para um novo futuro, de ser a Presidente de um dos movimentos que ganhou o “Israel Prize” pelo trabalho com a sociedade israelense durante os últimos sessenta anos. Me orgulha também, ver que a minha filha está seguindo os mesmos caminhos e está numa posição de liderança na África do Sul. Mas apesar de todo o orgulho eu ainda lembro que temos muito que fazer, não podemos nos prender aos “louros”, muitas pessoas em Israel contam com a Wizo para um futuro melhor.

PIT - Atualmente qual o maior desafio da Wizo?
TBD -
Como Presidente Executiva da Wizo mundial eu assumo a responsabilidade administrativa de todos os departamentos para os projetos da Wizo, assegurando todas as funções e o orçamento. O ministro da educação nos últimos anos cortou investimentos e nosso orçamento educacional continua crescendo. A Wizo emprega mais de cinco mil trabalhadores, é como administrar uma grande empresa.
Vamos continuar a encarar os desafios que temos desde 1920 quando a Wizo foi criada. Vamos dar ênfase na educação dando a chance de cada criança ter confiança em si mesmo e se tornar um cidadão contribuinte. Vamos dar suporte aos setores mais fracos da sociedade, as famílias desestruturadas, as viúvas de soldados, os novos imigrantes, as crianças que foram tiradas de seus pais por ordem judicial, ajudando cada pessoa a alcançar o seu maior potencial. Vamos continuar a ajudar a construir uma sociedade baseada em valores democráticos, tolerância e igualdade. Estou convencida que, como uma entidade unida, vamos superar qualquer desafio que atravesse nosso caminho.

PIT - Qual o seu maior sonho?
TBD -
Um sonho é ver a Wizo não só como um serviço que cuida de uma atividade, mas um movimento que lidera o caminho para a área social. É ver uma instituição com centenas de milhares de mulheres que tem influência na estrutura da sociedade israelense colaborando com uma mudança social. Sonho com mais direitos para as famílias de pais solteiros e uma igualdade nos salários de homens e mulheres. Sonho que a gente supere a violência familiar através de programas sociais e educacionais nas nossas escolas e centros. Sonho com o fortalecimento do laço entre as mulheres em Israel e as mulheres judias de todo o mundo. Com uma diáspora forte e com estudo onde as comunidades judaicas estejam comprometidas com o Estado de Israel. Sonho ainda atrair as gerações mais jovens para o nosso movimento, eles são a chave pra o futuro.

PIT - O que você pode falar para as brasileiras que ainda não fazem parte da Wizo?
TBD -
Venham e juntem-se à Wizo vocês estarão embarcando numa jornada única, que vai entrar na sua alma. A Wizo é uma entidade linda que coloca em prática valores que nos foi passado por nossas mães e avós. Quando você vê uma criança que foi maltratada em casa completar os estudos na escola da Wizo, depois ir para o exército, com todo o mundo em frente a ela, é uma explosão de orgulho. Você vai sentir um orgulho renovado em ser judia e mais ainda, em pertencer a uma entidade feminina que está mudando o mundo judaico.


PIT – Muito obrigada por sua entrevista e deixe o seu recado!
TBD –
Apenas uma pergunta permanece.... O que vocês mulheres estão esperando para entrar na Wizo?




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