quinta-feira, 13 de novembro de 2008






Shalom!
Você consegue pensar em um programa de TV que está há 47 anos no ar? Pois é, ele existe!
E o Papo de hoje é com o seu criador.
No ar: Francisco Gotthilf ou se preferir Senhor Mosaico!

PIT - Sr Francisco, é uma honra entrevistá-lo no Papo em Comunidade!
FG -
Muito obrigado, o prazer é meu!

PIT - Como surgiu a idéia de fazer um programa de TV?
FG -
Pouco tempo após a nossa chegada ao Brasil, em 1938, meu saudoso pai, Siegfried Gotthilf percebeu a necessidade que a comunidade tinha de se manter informada sobre assuntos do seu interesse. Assim iniciamos um programa de rádio “Hora Israelita” – em 1940: era um programa diário com músicas, notícias, informações sobre a Terra Santa e os judeus no mundo. No fim dos anos 50 a televisão no Brasil se tornou muito importante e decidi começar um programa ali de TV. Ele começou na TV Excelsior, em 16 de julho de 1961.

PIT - O programa Mosaico está no Guinness Book como o programa mais antigo da TV Brasileira: 47 anos ininterruptos! Como o senhor explica tal longevidade e sucesso?
FG -
Minha fórmula sempre foi a de estar aberto a todas as correntes, valorizar a comunidade e batalhar muito para ter bons patrocinadores. Acho que o apoio da Rachel, minha esposa, e a ajuda de meus filhos também foram fundamentais.

PIT - Conte para nós um momento emocionante ou marcante durante estes anos de Mosaico:
FG -
A cobertura da visita do 1o ministro israelense David Ben Gurion ao Brasil.
A primeira entrevista com Albert Sabin. As mensagens de Shaná Tová de praticamente todos os presidentes da República.

PIT - Para o Senhor, qual a importância de um programa como o Mosaico para as comunidades judaica e maior?
FG -
O Mosaico na TV mostra ao público em geral a participação positiva da comunidade judaica em todos os aspectos da vida brasileira. É indispensável para combater a ignorância que gera o racismo, que muitas vezes se transforma em anti-semitismo.

PIT - Além do Mosaico, o senhor também é muito atuante na comunidade judaica. O Sr Francisco é incansável?
FG -
Não, não, acho que todo mundo fica cansado! Mas também acho que é uma obrigação de todo judeu trabalhar pela sua comunidade. Por isso fui um dos criadores do Grupo de Escoteiros “Avanhandava” na Congregação Israelita de São Paulo: era uma forma de introduzir os filhos dos imigrantes que vieram da Alemanha e também de paises vizinhos na época nazista. Também me dediquei ao Hospital Albert Einstein, à Federação Israelita e, no momento, também sou o co-presidente da Bnai Brith - São Paulo, onde atuo e gosto de estar sempre presente.

PIT - Recentemente o senhor foi homenageado com um livro e um documentário. Revendo a sua história e seus feitos, o senhor tem a sensação de dever cumprido ou ainda tem algo a fazer?
FG -
Se Deus permitir pretendo continuar fazendo o programa na televisão, que faz parte de minha vida e de minha história. Acho que chegar aos quase 50 anos de televisão sem parar dá a sensação de dever cumprido. Mas ainda tenho muito a fazer!

PIT - Que conselho o senhor pode dar para quem quer fazer um programa de TV?
FG -
Conselho: ser persistente, não desistir. E se vocês tiverem alguém que pretende fazer um programa de televisão, terei a maior satisfação de manter contato e oferecer a minha experiência.

PIT - Qual o seu sonho?
FG -
Neste momento tenho dois: manter o Mosaico na TV no ar e fazer uma viagem para Israel.

PIT - Sr Francisco, muito obrigada por sua entrevista e deixe aqui o seu recado!
FG -
Agradeço a oportunidade da entrevista nesse Papo em Comunidade e desejo muito sucesso a você!









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